<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050</id><updated>2011-05-04T04:49:48.166-07:00</updated><title type='text'>Belle Chase Hotel</title><subtitle type='html'>"there's a new McDonalds on Sunset Boulevard, we love Coca Cola and the gorgeous movie stars..."</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050.post-2345749310309191216</id><published>2009-02-17T06:33:00.000-08:00</published><updated>2009-02-17T06:58:20.487-08:00</updated><title type='text'>JP na primeira pessoa...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;«Portugal é um penico»&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SZrPwHuwSII/AAAAAAAAAEM/LunCyMXjYWQ/s1600-h/jp3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303779936798001282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SZrPwHuwSII/AAAAAAAAAEM/LunCyMXjYWQ/s320/jp3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Rapaz de muitos talentos, JP Simões é uma figura singular no espectro da música portuguesa. Dos Pop Dell’Arte aos Belle Chase Hotel, da fixação por Chico Buarque até ao sexteto Quinteto Tati, este não é de todo um homem de poucas palavras. Chamem-lhe o que quiserem – boémio, esquizofrénico, visionário, génio – mas JP Simões é ele próprio. Sem nada de sexo e com alguma poesia, foi receber-nos na tarde em que o Sporting Clube de Portugal disputava a taça UEFA, no Rossio. A escassos metros, na Praça da Figueira, um ecrã gigante fazia as delícias dos fãs. Buzinões, gritos, hurrah!, hurrah!, são sempre elementos bonitos para adocicar uma entrevista.Dia 25 de Maio o Quinteto Tati sobe ao palco do Fórum Lisboa, com convidados especiais. Vitorino e a menina Petra, que participa em Exílio, o disco de estreia da banda lançado no ano passado, são duas vozes que vão certamente adicionar algo à música de JP Simões e Sérgio Costa. Não que ela precise de mais nada, claro, são apenas cerejas no topo do bolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como é que um rapaz de Coimbra se torna guitarrista dos Pop Dell'Arte?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É fácil. Em '90 vim para cá estudar, tinha um colega que era o Luís San Payo e andámos por aí na conversa. Certa noite fomos até um estudiozinho onde ele tinha ensaios com a sua banda, que eu não fazia ideia qual era. Passámos a noite na conversa e estava lá uma guitarra, comecei a tocar, e a cantar assim umas molengas delirantes. Divertimo-nos à brava e no dia seguinte ele propôs-me tocar com a banda dele, que queria voltar a pôr a funcionar e eu aceitei. Quando dei por mim eram os Pop Dell’Arte, a minha banda favorita de sempre, da adolescência, fiquei espantadíssimo, fiquei muito contente. O que não quer dizer que tocasse grande coisa na altura. Era um péssimo guitarrista mas tinha uma bela guitarra. Foi um período curioso, porque o imaginário do João Peste, os seus princípios, os seus conceitos e a forma absolutamente livre com que nós íamos criando as coisas foram uma bela lição de cidadania para mim. Para o mal e para o bem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tens formação musical?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se se pode entender umas aulas de guitarra na escola primária durante algum tempo como formação musical, sim. Mas depois de resto o meu trabalho de composição e de decomposição é absolutamente intuitivo. Ou seja, de tanto insistir já consigo utilizar todos os meus vícios para fazer as minhas construções musicais com alguma autoridade. Mas foi tudo trabalho de investimento, muito pouco teorizado. Nunca tive muita paciência para aulas de música. Fui tendo, de vez em quando. Ainda há dois anos estive no Barreiro a estudar saxofone na escola de jazz, depois estive um ano, depois parei, depois fui tendo umas lições de piano, e finalmente resolvi voltar à carga com o instrumento que de facto me faz pulsar mais, que é a guitarra. Agora é ele que tem sido o meu coadjuvante. “Serena amante, ó guitarra.” Mas não, não tenho formação musical. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A tua banda tem músicos essencialmente de formação jazz, como é que consegues conciliar o facto de não teres formação musical com isso?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma coisa é compor uma canção. Outra coisa é saberes que há outras pessoas que têm uma capacidade ou uma desenvoltura teórica e técnica com o seu instrumento que permite que as minhas sugestões ou as sugestões do Sérgio [Costa], que é a pessoa que partilha a composição comigo, sejam levadas ao máximo por pessoas que conseguem de facto transformar as ideias em música, porque têm essa formação. Ou seja, mesmo não tendo formação musical, eu não preciso do código para comunicar a música. Chego, levo a música e vai-se construindo cada um com o que tem. Eu apresento a canção e a partir dali vai-se construindo o som de bandas, depois vão sugerindo arranjos daqui e dali, a comunicação não tem grandes problemas. Agora, de facto, muitas vezes seria muito bom se eu pudesse chegar e levar não-sei-quantas pautas e dizer: “A partir daqui delirem à vontade.” Mas não é necessário, não sei se a música iria ficar melhor ou pior com isso. Seria uma comunicação mais fácil. Não me sinto diminuído por trabalharmos só a partir da matéria da música, independentemente da base teórica com que ela foi criada. O que acontece muitas vezes é alguém me dizer: “Eh pá, fantástica essa harmonia que fizeste com uma nona que vai numa improbabilidade contra todas as regras harmónicas duma escala menor que passa para maior e se dá uma coisa fantástica". Nesse aspecto há um certo lado bom da liberdade, não tenho clichés. Quando tu aprendes música, seja clássica, de conservatório, ou seja nas escolas de jazz, trabalhas sempre a partir de determinados clichés. Podes evoluir a partir deles. Acima do método prevalece a música e a invenção. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Viste crescer a cena de Coimbra há 15 anos? M’as Foice, mais posteriormente dos Tédio Boys... &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há um episódio curioso. Eu vivia em Coimbra, adolesc&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SZrPkds-23I/AAAAAAAAAEE/5sFh0F5VmTU/s1600-h/jp1(G).bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303779736537717618" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 282px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SZrPkds-23I/AAAAAAAAAEE/5sFh0F5VmTU/s320/jp1(G).bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ente e tinha uns amigos, músicos de garagem que me convidaram uma vez para ir cantar para uma banda ou tocar guitarra numa banda que eram os Proletários da Cidade. Era uma ideia que nascia daquela recuperação pop-rock de um lado tradicional português. O exemplo mais conhecido disso é o “Sei quem ele é” pelos Mler Ife Dada. Houve ali um lado beirão, de fazer música sobre o construtor civil, de fazer um espectáculo com betoneiras no palco e cantar coisas como, passo a citar: “De manhã quando o sol arrebita / vou p’rá obra com a marmita / numa mão o salpicão / e na outra o garrafão”. A ideia era criar um espectáculo adolescente a partir desse conceito. Só que eu era um puto tão empedernido e havia uma senhora lá no sítio onde ensaiávamos a limpar o bar. Não conseguia cantar com ela a olhar para mim com um espanador e um ar meio tonto, meio muito crítico, de braços cruzados. Aí desisti disso das bandas, não tinha nada para dizer. Disse-lhes boa sorte e que não me apetecia a cena da betoneira. E mais tarde eles começaram a fazer outros temas e a trabalhar com outras pessoas, poucas semanas depois, e mudaram o nome da banda. Passaram a chamar-se M’as Foice.Essa foi a parte a que eu assisti. Houve muitos cruzamentos publicamente inócuos entre muitas pessoas que estavam ali à volta da música, ainda sem referenciar muito bem aquilo que queriam fazer. Aquilo podia ser um movimento artístico jovem, havia o Paulo Furtado que era, acho que ainda é, um excelente pintor que fazia música, que fazia exposições, que estava sempre a tentar inventar umas bandas aqui e ali. Todas as pessoas que vieram mais tarde a ser a cena musical coimbrã andaram a inventar pequeninas bandas, com as etiquetas mais cómicas, mais tontas, mais góticas, demoníacas ou abjeccionistas. Mas quando se começou a cristalizar o movimento rockabilly coimbrão que vinha também dos pólos de música popular internacional que havia, como a discoteca States, onde se ouvia desde Joy Division a PiL, da influência dos Sex Pistols. Caíam bem numa cidade toda ela conservadora e fechada na sua exaltação do passado, tudo isso serviu de contraponto, especialmente essa força revolucionária juvenil do “no future” e “nós não vamos contribuir para esta construção” e essa invenção duma personalidade, nos Estados Unidos, na Inglaterra, noutra língua, noutro som, noutra forma, noutra fuga, noutra construção de espaço e emigração musical. Isso acabou em Coimbra por se ir condensando nesse movimento, que agora a posteriori se pode chamar movimento. Só agora é que se pode perceber-lhe o perfil. Um movimento mais rockabilly, que foi predominante em Coimbra.Eu já vivia em Lisboa quando comecei a ensaiar com os Belle Chase Hotel. Aquilo também era uma data de gente que tinha andado aí numa certa promiscuidade – no bom sentido – de bandas e que por acaso estava com umas ideias. Continuávamos com uma necessidade de internacionalismo, mas era bastante mais hedonista. Havia um lado aparentemente menos combativo. Aparentemente, porque podemos ter uma letra combativa com uma mistura extremamente dócil. Fiz parte da cena coimbrã duma maneira não muito activa, porque não vivia lá, mas ia lá fazer música com os meus companheiros, e portanto fizemos uma coisa que não tinha muito a ver com essa estética mais central e disseminada, que era o rockabilly, ou o punk rock pseudo-conceptual, que sempre houve muito por lá, e portanto o meu movimento também foi sendo de certo modo um bocado marginal. O movimento não me passou ao lado, ouvi as coisas, mas só fiz aquilo que me apeteceu. Não me senti muito contagiado por essa estética mais dominante. Mas apreciei sempre o trabalho das pessoas, especialmente a entrega e a força em palco, o exorcismo canibal muito bom que os Tédio Boys tinham. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Só apanhei os Parkinsons ao vivo.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nunca vi. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eram os Sex Pistols chapadinhos.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pois, isso também fazia parte desse imaginário internacional e anticlerical que deu umas janelas de fuga para uma imensa juventude coimbrã que estava ali perdida numa cidade feita mais para agradar aos mortos do que aos vivos. E que, de certo modo, continua assim. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como é que tu vês essa cena hoje?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vejo o sucesso deles como uma coisa boa, quanto mais eu vir que, independentemente do meu gosto musical, do meu relacionamento mais ou menos amigável com as pessoas, eu vejo que tudo aquilo que as pessoas fizerem com a sua música, com a sua capacidade de trabalho e organização para conseguirem disseminar o seu trabalho, para o espalharem, para conseguirem viver com dignidade dele e conquistarem corações, afectos e imaginações, acho isso muito bom. Abre caminho a todos os outros ao meu trabalho, inclusivamente.Nós vivemos aqui fechados, isolados, e muitas vezes as estruturas de produção são um bocado medrosas porque não conhecem outra coisa senão uma filosofia de mercearia. Têm medo de ser postos em causa no estrangeiro. Os músicos portugueses têm sido muito enganados cá, pelos produtores, pelos managers, que dizem que para ir lá para fora é preciso ter-se um grande trabalho. Não, as pessoas têm é de ser ajuizadas, especialmente os produtores, que são pessoas que têm medo que os outros lhes fujam da mão. Isto por motivos que agora não vêm ao caso, que são motivos histórico-culturais, e é bom saber que com simples meios, dependendo só da sua capacidade de criação, lançam para aí os discos e têm feedback de outros lugares. Isto do mesmo modo como nós estivemos abertos a muita outra música que veio cá parar, uma sede de outra música, de outras revoluções, de outras liberdades, e é bom saber que pode acontecer ao contrário. A nossa música pode andar por aí. Fico muito contente pelos Wray Gunn, e gosto do trabalho deles. Musicalmente diz-me mais que, por exemplo, os Tédio Boys. Mas isso não interessa para esta questão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pois, também têm uma companheira de banda tua, dos Belle Chase Hotel...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sim, a Raquel [Ralha], e o Luís Pedro dos Belle Chase também esteve lá a tocar...é isso, a música existe para se libertar, para sair daqui, para ir onde seja bem recebida. Finalmente vivermos essa ideiazinha muito falada da Europa, da abertura, da troca e não-sei-quê. Fala-se muito mas acontece muito pouco. Continuamos a viver muito isolados, especialmente no que toca à nossa mentalidade. De certo modo é curioso: a pessoa acredita muito em si, tenta salvaguardar a coerência do seu trabalho, não aceita muitas críticas e teme brutalmente o ridículo, mas quando se pensa em pegar em qualquer coisa e mandar para ser avaliada por um espanhol, um francês, um neo-zelandês, um chinês, fica logo com medo. Diz “se calhar é uma merda, se calhar não vale nada.” Nós estamos nesses dois extremos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Consideras-te de Coimbra ou de Lisboa? E o Quinteto Tati, é de Coimbra ou de Lisboa?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sou um cidadão do mundo, que vive por cá. O afecto é uma coisa muito livre, pousa onde calha. O Quinteto Tati é de Lisboa, foi construído aqui, está a ser trabalhado com pessoas de Coimbra, outras de Lisboa, mas é aqui o seu centro afectivo e funcional. Nós ensaiamos no Ritz Club, temos músicos com formações diversíssimas, uns que encaram a música como hobbie, outros mais profissionalmente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como é fazer uma Ópera do Falhado que acaba por falhar?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303778644448949042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 135px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SZrOk5WuszI/AAAAAAAAAD8/8nIzThIKb0Y/s200/operadofalhado.jpg" border="0" /&gt;Um amigo meu, muito simpático, no outro dia, parafraseando uma pessoa qualquer que eu não sei quem é, dizia que a derrota tem uma dignidade que a vitória desconhece. Isso é curioso porque, às vezes a atenção que subjaz às coisas é muito megalómana. Podes estar a pensar que estás a fazer uma coisa e na realidade estares a fazer algo que não vai servir para a grande revolução em que tinhas pensado. A intenção inicial, o fulgor com que podes construir alguma coisa, por si só, já é às vezes uma recompensa curiosa, mesmo que não singre pelo mundo por um lado meio romântico, serve sempre de compensação quando tu achas que tentaste. Fizeste uma exaltação demasiadamente grande para as tuas próprias capacidades. Ultrapassaste os teus limites. Mas voltaste para casa são e salvo, com o prazer de teres superado, independentemente do que as pessoas acharam ou não. E trata-se de facto de música e de teatro, ou seja, poderá influenciar quem se quiser deixar influenciar. Mas não é propriamente construir um prédio horrível no meio da cidade e obrigar as pessoas a passar por ele ou, pior, a viver lá. Nesse aspecto é uma coisa extremamente dócil. É um falhanço dócil. A coisa ainda está em processo, se não se transformou naquele empreendimento megalómano inicial, de mudar a visão de nós próprios, também não desapareceu. Está por aí e ainda vai dar que falar, de alguma forma, mal ou bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nas tuas duas bandas, tal como na Ópera do Falhado, nota-se muito a tua fixação por Chico Buarque...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu acho principalmente que o que mais me custou a assumir nos últimos tempos foi que eu não sou Chico Buarque de Hollanda. Mas houve uma altura em que, de uma forma muito adolescente, se havia alguma pessoa que eu gostaria de ser neste mundo, gostaria de muito humildemente imitar a sua forma de abordar os assuntos, de falar sobre o amor, a sua distância crítica, capacidade narrativa, a sua simplicidade proclamativa, esse alguém é o Chico Buarque de Hollanda. A forma como também ele pegou na música e fez dela o que queria - ele não é propriamente um bossanovista, ele utilizou sempre a música latina para dar expressão às suas histórias e aos seus sentimentos. Isso para mim sempre foi notável. Agora tive que assumir claramente, antes que desse em maluco, que não sou o Chico Buarque, mas que sou outro tipo, sou um tipo que adora o Chico Buarque e tudo o que faz, quando se parece com ele, é fantástico. É uma vitória extrema. O próprio Chico dizia uma coisa muito gira [começa num sotaque brasileiro, antes de se aperceber que não seria uma ideia muito boa], que na altura não sabia se tinha ou não descoberto a própria voz dele, mas também não queria saber, porque quando ele conseguia ser um bocadinho parecido com Tom Jobim ficava muito contente. Nunca gostei tanto de ninguém nem imitei ninguém como Chico Buarque, no que isso tenha de limitativo. Mas há um lado muito bom. Quando tu te rendes a alguém podes começar a construir-te de início. Aquilo é uma referência. Não és aquela pessoa, mas aquela forma de fazer as coisas é-te exemplar. Estás muito menos perdido no mundo, muito menos só, e a tua construção, melhor ou pior, parte dali. Podes ou não descobrir a tua própria voz, mas parte dali. Acho isto importante. Tardio, porque tenho 30 e poucos anos, mas importante. Mais vale tarde que nunca. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E outras referências?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho muitas, no Brasil tenho a incontornável máquina de fazer música, a primavera imparável do Tom Jobim. Acho que a pessoa que mais me tocou quando a ouvi, que mais me fez achar que a música era a matéria mais potente que existia para conseguir tocar o lado intangível e exaltante da existência foi a primeira vez que ouvi com atenção o Charlie Parker. É destesticulante ouvir Charlie Parker com o coração aberto. Tenho as minhas afinidades, com [David] Bowie, com o jazz a partir dos anos 40. Não tenho um gosto muito ecléctico, posso gostar duma canção do Zeca Afonso e gostar duma canção do Cole Porter, também. E duma determinada orquestração de Cole Porter. De preferir ouvir a Billie Holiday a cantar o “Summertime” do que ouvir a versão original na peça Porgy &amp;amp; Bess. O cancioneiro americano tem coisas muito boas, sempre gostei muito de ouvir Tom Waits. Acho que é o construtor de canções mais parecido com a escrita de Boris Vian que conheço. Consegue falar em coisas muito concretas e ao mesmo tempo estar a dar uma lógica totalmente diferente, o que é muito difícil. As pessoas não podem escolher aquilo que são, mas encontrarem a sua forma de expressão é que é grande trabalheira. Estive muito tempo apaixonado por Astor Piazzolla, ouvia-o passeando por Lisboa num fim de tarde eterno, trágico mas exaltante. Tem muito a ver comigo, há um lado da exaltação, da vitalidade do trágico que aquilo consegue sintetizar muito bem. Por um lado é trágico, poderá provocar a desistência, mas por outro essa provocação exalta-te. [Quando lhe foi perguntado sobre como seria partilhar o palco com Vitorino, dia 25 de Maio no Fórum Lisboa, JP Simões julgava que isso fosse segredo, desconhecia que a informação já tinha saído em vários órgãos de comunicação online, e disse que “Portugal é um penico”] Há muito de acaso naquilo que me tocou mais e me tocou menos. Espero que isto não seja entendido como desprezo. Viagens, circunstâncias, o que os amigos nos dão. Encontros, desencontros, eu por exemplo só comecei recentemente a perceber o universo do Vitorino. A música dele é muito mais que a imagem que as pessoas têm dele – a de um tipo de boina que canta o Alentejo. Tem uma mitologia muito própria, e à luz disso fui descobrindo pela primeira vez o Vitorino. Acho-o um tipo fantástico, um tipo livre, o que é muito difícil aqui. Conquistou a sua liberdade mantendo-se um bocado fiel a si próprio e tendo umas certas promiscuidades com outros tipos de música, e especialmente a música latina, com a literatura, com o Lobo Antunes, com outras afinidades que sempre estiveram de acordo com a sua ética. Aquilo que descubro com mais prazer à medida que vou ouvindo Vitorino e a obra dele, que vou conhecendo, é uma ética, uma expressão duma opção existencial, que é muito bonita. É muito densa, e vai muito para além daquilo que no nosso mundo rápido de hoje, em que todas as semanas tem que sair o disco do século, é a hiperbolização, do embrulho. As coisas existem em vários tempos, e de facto nós agora exaltamos na metáfora, na grande parábola do progresso, que as coisas têm de se suceder umas às outras com uma velocidade assustadora, onde um pássaro canta e logo outro abutre o esmaga para cantar altivamente em cima dele, ad infinitum. De facto, uma pessoa com o Vitorino demonstra claramente que, independentemente de modas ou das circunstâncias, daquilo que as pessoas têm que ter para passarem o seu trabalho para o domínio público, da forma como as estruturas gerem o tempo, o tempo de aparecer, o tempo de demonstrar, o tempo de ver o que é actual e o que não é, a necessidade rápida de adjectivar, de saber o que é que significa, a que é que se refere, quais é que são as referências, há um outro tempo, há um tempo mais tranquilo ou intranquilo, um tempo de descoberta pessoal, onde se vai transpirando num percurso na música e que nos conduz, mal ou bem, a nós próprios, num encontro mais esclarecido com os outros e com o mundo, com a arte e com a forma de expressão individual e a tentativa de comunicar aos outros a nossa condição pessoal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Há uma diferença entre escrever em inglês e escrever em português? &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se eu percebo uma língua, eu percebo o que ela me diz, as histórias que conta. Houve uma altura em que as histórias que eu ouvia me eram veiculadas pela música, pela língua e pela cultura anglo-saxónica. Portanto, como gostava mais dela, como me contavam mais histórias, como eram mais excitantes, começou a ser a minha matéria de trabalho. Quando pensava em música, pensava em inglês. Como trabalhei numa circunstância mais internacionalista, o início dos anos 90, com uma data de músicos que também se reviam mais nessa identidade aberta daquilo que nos toca mais no mundo. Muito mais do que numa necessidade de estar a criar a música a partir daquilo que é a nossa língua, do quotidiano. As pessoas, durante muito tempo, tinham a sua língua tribal com que falavam e depois correspondiam-se a nível institucional e artístico em latim. Isso aconteceu, o mundo funcionou assim, com uma língua trans-fronteiriça. O inglês para mim sempre foi a língua que veiculava as coisas mais interessantes, e portanto, quando comecei a tentar fazer música, comecei a fazer música replicando aquilo que eu gostava mais. A música anglo-saxónica serve as palavras, serve a língua. Há muitos equívocos, por exemplo, a tentar fazer rock’n’roll em português. Nós não temos uma língua essencialmente bissilábica. [por estas alturas JP Simões começa a cantar bissílabos anglo-saxónicos numa melodia rock’n’roll, passando de repente para “anti-incon-stitu-cional-mima-mente”, “por-‘caso-defa-ctohá-‘quium-pro-blema”]. A matéria que eu tinha de comparação entre a imensa liberdade da música toda que ouvia, essencialmente não-portuguesa, foi mais inspiradora para numa primeira fase imitar aquilo de que gostava. O inglês surgiu com essa naturalidade, de alguém que replica aquilo de que gosta. É isso que as pessoas fazem no início, na sua adolescência e pós-adolescência, imitam aquilo que admiram, tentam encontrar-se dentro daquele modelo.Depois, com a mesma naturalidade, também por intermédio do Chico Buarque de Hollanda, do Brasil, comecei a ouvir na minha língua uma forma de veicular coisas bastante excitantes duma forma muito bela. Acabei por criar algum prazer replicável, algum amor à minha língua, muito mais através da arte de Buarque, por acaso. Isso permitiu-me também fazê-lo calmamente, fora dos meus preconceitos adolescentes, de não gostar de confundir muito tudo o que se fizesse aqui com folclore. O português transformou-se na minha língua musical de trabalhar no momento em que comecei a encontrar nele exemplos ou pontos de partida onde senti que podia expandir a minha liberdade ou a minha forma. Mas sinto que isso nasceu mais do Chico do que de qualquer autor português. A língua já está mais que bem representada lá fora pelos nossos poetas. Apetecia-me cantar da forma que me apetecesse, internacionalista, em inglês, em francês, achava que me dizia mais assim. Por outro lado, agora, especialmente através da Ópera do Falhado, houve uma construção de sentido que foi necessária fazer. Com o português e com a expressão em português duma ideia, duma proposta parabólico-mitológica portuguesa. A partir daí, quando criei um pouco mais de à vontade comecei também a tentar usar a língua para trabalhar o meu quotidiano, para exaltar o que tivesse a exaltar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Em temas teus, como “Rumba dos Inadaptados (ou a Morte do Jovem Contribuinte)”, é reflectido o estado do país...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu não sei como é que se resolve o imbróglio do país, o que eu sei é que aquele tema tem um lado curioso. Temos uma publicidade institucional que nos diz como é que se fazem as coisas bem feitas. [nesta altura o Sporting marca um golo e os adeptos que estavam ali ao lado, na Praça da Figueira, fizeram-se ouvir ruidosamente, o que interrompeu o ritmo da entrevista] Nós temos esta enorme clivagem entre sermos uns legisladores sofisticadíssimos que sabem exactamente o que está certo e errado e como se fazem as coisas bem, e depois a praxis é absolutamente ao contrário. O cómico daquela música é conseguir exprimir esse fenómeno. É a história do jovem que fez exactamente tudo o que lhe disseram para fazer, e, no entanto, é uma pessoa inadaptada. É algo que vale por si enquanto parábola, mais do que dizer directamente que isto é uma merda. Tem as suas coisas boas e más, é um país como outro qualquer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como é que vês o novo governo?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ainda não vejo, o que é menos mau. Se calhar são as fases boas, aquilo a que eles chamam “o estado de graça”, como foi com o governo de Guterres, depois do progressismo neo-paternalista de Cavaco Silva, do “finalmente uns gajos porreiros que falam com a malta e dizem que vão arranjar dinheiro para todos”. É o que temos. São portugueses, nossos portugueses, nasceram cá, foram estudar para o estrangeiro, voltaram para cá e estão a tentar pôr o país nos eixos. Não têm conseguido. Algumas coisas têm mudado, nomeadamente, mal ou bem, as pessoas têm sido muito mais confrontadas com o facto de não estarem isoladas no mundo. Têm termos de comparação para aquilo que podem ser as suas exigências sociais. Aí sim, isto inevitavelmente terá que quebrar, um dia destes. Vai quebrando, aos poucos, o grau de exigência e de civismo das pessoas. Porque, caso contrário, vamos ser colonizados, não haja dúvida nenhuma. Vamos ser todos galos de Barcelos à venda. O Sporting está a jogar agora. Os Belle Chase Hotel, há dois anos, participaram no CD Não Oficial do Mundial 2002. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Qual é a tua relação com o futebol?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vejo-o como um dos poucos fenómenos que conseguem juntar transversalmente classes altas e baixas à volta de uma velha característica humana que é o jogo, o tribalismo de vencer a outra tribo. Serve de exorcismo. É um lado muito tribal, caçador, depósito simbólico do ser humano em forma pura. Ter uma bandeira, um animal, geralmente, um símbolo totémico, é a coisa mais parecida que nós temos com uma espécie de espaço público. É a única que atravessa classes sociais, económicas e culturas e formações. À volta do futebol as pessoas exaltam tudo aquilo que não conseguem exaltar no seu dia-a-dia, exaltam as suas derrotas mais profundas e mais vagas e simbólicas. Acho um fenómeno incontornável. Não aprecio nele o lado de horda irracional que faz com que as pessoas abusem dos outros com a justificação do futebol. Acho que muitas vezes aquilo que o futebol solta, motiva e alimenta é muito mau, muito irracional. É muito parecido com o que a Igreja fazia, pegar nos medos das pessoas e controlá-las por aí. Estar-se bastante nas tintas para aquilo que elas fazem entre si, se isso é melhor ou pior para elas. Que a grande maquineta continue a funcionar e que toda a gente, em dia de bola, pare e pague aqueles salários fantásticos daquela gente toda, e do dinheiro que está envolvido nesse negócio. Há pessoas que só no futebol é que conseguem ter um bocadinho de descanso. Como dizia um treinador qualquer inglês, “futebol é mais que uma questão de vida ou morte”. É fantástico, cria uma dimensão metafísica anterior à própria criação da metafísica, profundamente animal. É uma libertação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O nome dos Belle Chase Hotel vem dum filme do Jim Jarmusch, o do Quinteto Tati remete para Jacques Tati. Qual é a tua relação com o cinema?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não sei se isso será alguma coincidência. A referência ao Jacques Tati e àquela ideia dum tipo humano e dócil que se passeia no meio das estruturas burguesas e burocráticas sem encaixar muito bem no meio delas, sem que as estruturas o consigam estandartizar, é um lado curioso. É um lado que me fascina por existirem pessoas que conseguem criar uma dimensão individual que ultrapassa a social. É como se a social fosse uma espécie de metáfora grotesca da liberdade e responsabilidade pessoal. Quando começámos a fazer música para teatro, na ópera, tentámos fazer uma música mais fílmica. Acabou por não acontecer, acabámos por fazer canções e fazer canções com uma inscrição muito mais pessoal, mais dramáticas e com uma ironia menos brilhante e positiva que o Jacques Tati. A referência ao cinema traduz-se sempre por o cinema ser um depósito de imagens e de construções humanas. Portanto, quando falas em música, um gajo não se vai chamar dó maior porque gosta mais do dó maior, ou escala menor porque o seu trabalho tem muito mais a ver com acordes menores do que o resto. O universo tem sempre a ver com a imagem. Um título é uma sugestão. É fácil ligar isto ao cinema e o cinema ser um ponto de partida filosófico, histórico ou afectivo para o que se irá fazer.Nos Belle Chase Hotel andavámos à procura de nomes, nenhum tinha a ver com cinema. Mas quando toda a gente se apercebeu da história que estava à volta desse hotel, houve um lado curioso, um lado mais ou menos consensual na capacidade sugestiva que esse nome tinha. Veio das imagens, da música à volta do filme, os actores eram músicos, temos ali uma data de ligações. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como é que vão os Belle Chase Hotel hoje em dia?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vão já na reforma, coitados. Na verdade, era muito simpático, numa altura como estas, como os Belle Chase têm um nome na praça, pegar, fazer um disquinho, todo cordato, juntar a malta amiga e aproveitar o lado corporativo da coisa e tentar safar a nossa vida profissional. Só que as bandas funcionam como os casamentos. Há uma altura em que podes tentar manter a cara, mas aquilo já não está a funcionar bem, já se esgotaram os entusiasmos iniciais, houve circunstâncias que pesaram na relação, houve muitas atribulações não muito bem resolvidas, houve incompatibilidades, houve outras paixões pelo meio. A coisa desprendeu-se. E agora retomá-la artificialmente não era muito digno para as pessoas. Não queremos estar aí armados em dinossauros, em fantasmas de nós próprios. A banda está a dar uns concertos para comemorar a nossa invenção, temos um património musical do qual não nos envergonhamos e vamos tocá-lo, mas não há essa motivação, pelo menos da minha parte, para trabalhar de novo para que aquele grupo volte a juntar-se. Andamos desencontrados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O disco novo do Quinteto Tati, como vai? &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vai lentamente em busca de si próprio, porque ainda estamos com a lentidão que tem sido própria do nosso processo. O disco saiu há um ano e um mês e só nos últimos dois, três meses é que começámos de facto a promovê-lo. Neste preciso momento o novo disco é uma coisa desejada, mas isso tem a ver com os timings do comércio, da produção. Nós de facto estamos com vontade de o fazer mas num sentido mais pessoal, de aumentar os concertos, começar a falar sobre outras visões que têm menos a ver com a fase com que foi feito o Exílio. Temos algumas canções já de princípio, duas ou três que já estão mais ou menos a funcionar. Está bem, está de saúde. Está ainda em gestação, é ainda um feijãozinho. Estamos a construir outro disco, não sei exactamente para onde se dirige, mas há uma ideia consensual de que é um disco um pouco mais assertivo, não um poço de melancolia auto-irónica. Será talvez um disco um pouco mais narrativo, de pequenas histórias do quotidiano. O curioso é que, quando tu ouves um trabalho que fizeste à distância de um ano, consegues ver mais ou menos que as canções se remetem a determinado período. Elas são circunstanciais e neste preciso momento é curioso, mas sinto sempre que a maior parte dos discos, mais do que serem trabalhos onde se desenvolvem conceitos actuais ou precisos, são quase futurologia. Ou seja, estamos a tentar construir canções que nos motivem a avançar com a nossa vida por algum lado. Vontade não falta, há um grupo que está com vontade de funcionar e de continuar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Donde é que vem a tua personagem em palco?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Talvez dos copos. Não sei, sinceramente já me etiquetaram muita coisa. Tenho que assumir que, de facto, há duas ou três coisas que eu possa não identificar comigo, são ou foram constantes. De certo modo, eu nunca gostei daquela falsa comunicação porreirista do “Oi pessoal, adoro-vos”, sei lá se adoro as pessoas! Eu tento ser real, estou ali e vou expor a minha disposição, contar umas histórias, introduzir umas músicas e isso foi-me pondo um pouco mais à vontade. Durante muito tempo isso teve a ver com beber uns copos e ficar extrovertido, muito contente por vencer a minha timidez, perante um montão de gente, maior ou menor, ou um montinho. Aos poucos transformou-se numa marca registada, mas devo dizer que não foi uma coisa construída, não foi uma manobra de marketing personalista, foi uma flor improvável auto-irónica, surrealista e extremamente sincera que desabrochou. Por isso é que acho curioso falarem em personagem. Não há personagem, a personagem sou eu. Quer dizer, é uma parte de mim. Uma parte que se sente presa, que sente os olhares em cima dele, e não gosta de dizer às pessoas uma treta qualquer, habitual, prefere dizer uma treta sua. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tens formação em jornalismo, em que é que isso influencia a tua maneira de ver as coisas, de escrever?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Trabalhei numa data de sítios, comecei por trabalhar&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SZrOPEuSk9I/AAAAAAAAAD0/2hqe17V7JOA/s1600-h/jp2(G).png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303778269543437266" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 294px; CURSOR: hand; HEIGHT: 196px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SZrOPEuSk9I/AAAAAAAAAD0/2hqe17V7JOA/s320/jp2(G).png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; na Capital, tive empregos patetas em revistas que não interessam ao menino Jesus. Nos últimos tempos escrevi para a Egoísta e para duas revistas de arquitectura, que entretanto foram ao ar. Fui sempre colaborador, nunca tive um contrato de trabalho, e também nunca me esforcei muito. Naturalmente que uma formação suscita determinadas leituras, e há qualquer coisa de bom na formação académica em geral que faz bem. A formação de jornalista deu-me algumas dicas acerca de como as coisas funcionam, como funciona o nosso atribulado mundo da informação e da urgência da informação e do facto tornado acontecimento, ou do falso acontecimento, ou da entropia informativa. Noções para perceber melhor a realidade informativa. Isso naturalmente que alicerça o meu ponto de vista sobre as coisas. Não escrevo como jornalista, isso pode alterar a minha reflexão, mas tento ser preciso. Se eu quiser descrever por exemplo uma ideia ou um sentimento, tento descrevê-la o mais jornalisticamente possível, ou usar uma metáfora mais ou menos clara para comunicar o mais possível idealmente para dentro. Aí, esperar que o resultado para o exterior seja igualmente claro. Nunca será, claro. A única coisa que me influenciou no trabalho musical foi no início. Nessa altura chateava-me brutalmente com as entrevistas, as empresas todas que põem as pessoas a trabalhar de graça e mandam sempre o estagiário desgraçadinho cheio de ideias, um quer ser a Margarida Marante, um quer ser este ou aquele. Um gajo acaba de lançar um disco e dizem: “E então o futuro?” Por favor não me falem do futuro, acabei de chegar! Houve de facto uma exigência que fiz com os meus “colegas de profissão” que acho que até tornou a relação do meu trabalho musical com a comunicação social mais curiosa. Sinto que tento ser claro em termos informativos, mas não acho que escreva como um jornalista. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que é que aconteceu ao teu bigode?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sabes que os bigodes, com o tempo, começam a ficar cheios de sopa juliana, de caldo verde e a coisa começa a ficar pior. Quando me apareceu um cogumelo no bigode, tive que o cortar, porque estavam a nascer coisas que eu já não queria no bigode. Equívocos cogumelos nasceram do meu bigode, e deixei de me dar tão bem com ele. Corria o risco de me transformar num bigode, e eu não queria de modo nenhum transformar-me num bigode. Não é que o meu amor-próprio seja enorme, mas há limites. E acho que tenho conseguido, o que é que te parece? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eu acho que sim.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Obrigado, isso foi motivador.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Entrevista feita por Rodrigo Nogueira, em 22/05/2005. "Achada" do site &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.bodyspace.net/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000000;"&gt;www.bodyspace.net&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8889461733729482050-2345749310309191216?l=bellechasehotel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/2345749310309191216/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8889461733729482050&amp;postID=2345749310309191216' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/2345749310309191216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/2345749310309191216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/2009/02/jp-na-primeira-pessoa.html' title='JP na primeira pessoa...'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SZrPwHuwSII/AAAAAAAAAEM/LunCyMXjYWQ/s72-c/jp3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050.post-1643090554198924946</id><published>2008-10-21T08:08:00.001-07:00</published><updated>2008-10-21T08:09:51.379-07:00</updated><title type='text'>Recortes "daqui e dali" (4)...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SP3wjUjZjDI/AAAAAAAAADc/o2B_0TzkdJ8/s1600-h/bch_toilette1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259624429441879090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SP3wjUjZjDI/AAAAAAAAADc/o2B_0TzkdJ8/s400/bch_toilette1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8889461733729482050-1643090554198924946?l=bellechasehotel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/1643090554198924946/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8889461733729482050&amp;postID=1643090554198924946' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/1643090554198924946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/1643090554198924946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/2008/10/recortes-daqui-e-dali-4.html' title='Recortes &quot;daqui e dali&quot; (4)...'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SP3wjUjZjDI/AAAAAAAAADc/o2B_0TzkdJ8/s72-c/bch_toilette1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050.post-7032583813553425460</id><published>2008-10-21T08:04:00.000-07:00</published><updated>2008-10-21T08:07:29.678-07:00</updated><title type='text'>Recortes "daqui e dali" (3)...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SP3v-CcZbCI/AAAAAAAAADU/PyRFN6w7LBQ/s1600-h/bch_toilette2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259623788925512738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SP3v-CcZbCI/AAAAAAAAADU/PyRFN6w7LBQ/s400/bch_toilette2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8889461733729482050-7032583813553425460?l=bellechasehotel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/7032583813553425460/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8889461733729482050&amp;postID=7032583813553425460' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/7032583813553425460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/7032583813553425460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/2008/10/recortes-daqui-e-dali-3.html' title='Recortes &quot;daqui e dali&quot; (3)...'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SP3v-CcZbCI/AAAAAAAAADU/PyRFN6w7LBQ/s72-c/bch_toilette2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050.post-7763788364611138572</id><published>2008-10-21T08:00:00.001-07:00</published><updated>2008-10-21T08:03:46.941-07:00</updated><title type='text'>Recortes "daqui e dali" (2)...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SP3vSKmGJEI/AAAAAAAAADM/_f0jyG7VRLE/s1600-h/bch_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259623035199431746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SP3vSKmGJEI/AAAAAAAAADM/_f0jyG7VRLE/s400/bch_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8889461733729482050-7763788364611138572?l=bellechasehotel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/7763788364611138572/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8889461733729482050&amp;postID=7763788364611138572' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/7763788364611138572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/7763788364611138572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/2008/10/recortes-daqui-e-dali-2.html' title='Recortes &quot;daqui e dali&quot; (2)...'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SP3vSKmGJEI/AAAAAAAAADM/_f0jyG7VRLE/s72-c/bch_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050.post-2283546636009009432</id><published>2008-10-16T08:55:00.000-07:00</published><updated>2008-10-16T09:00:10.961-07:00</updated><title type='text'>Recortes "daqui e dali" (1)...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SPdkrJutKyI/AAAAAAAAAC4/n0bFmwlCUb8/s1600-h/belle-chase-hotel.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257781782487313186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SPdkrJutKyI/AAAAAAAAAC4/n0bFmwlCUb8/s400/belle-chase-hotel.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;«Com o CD «Fossanova», o grupo de Coimbra Belle Chase Hotel revelou-se como uma das mais elaboradas e originais apostas do panorama musical nacional. Surgidos em 1995, os Belle Chase revelam uma multiplicidade de influências musicais e culturais que, para além das próprias características das suas apresentações, os integram claramente no universo sofisticado e esteticamente elaborado do cabaret alemão e das afinidades deste com o jazz americano. A crítica tem sido justamente entusiástica, tendo o grupo sido considerado a revelação do 1998.»*&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;*Assim dizia o sítio oficial do PCP em 1999, aquando da divulgação do cartaz da Festa do Avante desse ano, onde os BCH marcaram presença&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8889461733729482050-2283546636009009432?l=bellechasehotel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/2283546636009009432/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8889461733729482050&amp;postID=2283546636009009432' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/2283546636009009432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/2283546636009009432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/2008/10/recortes-daqui-e-dali-1.html' title='Recortes &quot;daqui e dali&quot; (1)...'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SPdkrJutKyI/AAAAAAAAAC4/n0bFmwlCUb8/s72-c/belle-chase-hotel.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050.post-3819635194170711038</id><published>2008-10-06T09:19:00.000-07:00</published><updated>2008-10-06T09:22:34.283-07:00</updated><title type='text'>Os BCH vistos aos olhos dos outros...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SOo7Nfrs_3I/AAAAAAAAACw/IGf4dIPRE0E/s1600-h/bellechasehotel_01_g.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254077018310246258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SOo7Nfrs_3I/AAAAAAAAACw/IGf4dIPRE0E/s400/bellechasehotel_01_g.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se em diversos momentos de uma mudança a originalidade tentada não passa de um enorme bluff, sem rumo, o final dos anos 90 ofereceu-nos uma das bandas mais interessantes e invulgares desses e destes tempos.Mutabilidade. Competência. Música a rodos. A rodos.Os Belle Chase Hotel são trompamente falando, um dos projectos mais excepcionais surgidos no panorama musical dos últimos anos neste lusitano território. Ouvir Belle Chase Hotel e não se deixar envolver, enredar naquele mundo “á lá Belle Chase”, naquele mundo tão próprio, tão diferente, é perder muito, muito de uma invenção, de uma imaginação sem fim.“Na constelação de influências que caracterizam este projecto, encontramos nomes como Glen Miller, Ray Connif, Camaron de La Isla, Kurt Weill, Boris Vian, Philip K. Dick, Tom Waits, Leonard Cohen, Irmãos Catita, Roxy Music, David Bowie, Orquestra Filarmónica da GNR, Max Roach, John Coltrane, Charlie Parker, T. Monk, Charles Mingus, José Duarte, Stanley Kubrick, Casanova, Freud, James Joyce, Woody Allen, David Byrne, Arto Lindsay, Astor Piazzolla, Tom Jobim, Vinicius, Buarque, Pop Dell’Arte, Circo Chen, Mário Viegas, Mozart, Fernando Pereira, entre muitos, muitos outros”. Assim se lê por essa net fora e está tudo dito!Frustação. Só mesmo os anos seguidos de ausência de edições de monta. Belle Chase Hotel, qual virtuosismo, qual cocktail de jazz, soul e funk servido em ambiente nocturno de cabaret, pronto a invadir-nos, sem dó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;in&lt;/em&gt;: &lt;a href="http://a-trompa.net/"&gt;http://a-trompa.net/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8889461733729482050-3819635194170711038?l=bellechasehotel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/3819635194170711038/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8889461733729482050&amp;postID=3819635194170711038' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/3819635194170711038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/3819635194170711038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/2008/10/os-bch-vistos-aos-olhos-dos-outros.html' title='Os BCH vistos aos olhos dos outros...'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_irgy7xi9PtI/SOo7Nfrs_3I/AAAAAAAAACw/IGf4dIPRE0E/s72-c/bellechasehotel_01_g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050.post-9021129679719502152</id><published>2007-11-01T10:32:00.000-07:00</published><updated>2007-11-01T10:35:41.036-07:00</updated><title type='text'>A beleza de uma das maiores vozes femininas portuguesas... Raquel Ralha</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RyoOUeBK8KI/AAAAAAAAACE/ryeLWu_R_-A/s1600-h/r3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127926870532878498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RyoOUeBK8KI/AAAAAAAAACE/ryeLWu_R_-A/s400/r3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RyoOOuBK8JI/AAAAAAAAAB8/uWPswQRxmsg/s1600-h/r1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127926771748630674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RyoOOuBK8JI/AAAAAAAAAB8/uWPswQRxmsg/s400/r1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RyoOI-BK8II/AAAAAAAAAB0/BSvad24KwTM/s1600-h/r2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127926672964382850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RyoOI-BK8II/AAAAAAAAAB0/BSvad24KwTM/s400/r2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8889461733729482050-9021129679719502152?l=bellechasehotel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/9021129679719502152/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8889461733729482050&amp;postID=9021129679719502152' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/9021129679719502152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/9021129679719502152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/2007/11/beleza-de-uma-das-maiores-vozes.html' title='A beleza de uma das maiores vozes femininas portuguesas... Raquel Ralha'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RyoOUeBK8KI/AAAAAAAAACE/ryeLWu_R_-A/s72-c/r3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050.post-846906035634884356</id><published>2007-10-11T04:05:00.000-07:00</published><updated>2007-10-11T04:15:14.908-07:00</updated><title type='text'>Belle Chase Hotel - La Toilette des Étoiles (2000)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_irgy7xi9PtI/Rw4E8oVJ8KI/AAAAAAAAABs/pnQSneTxXbo/s1600-h/belle_chase_hotel-la_toilette_des_etoiles.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120035266031644834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 201px; TEXT-ALIGN: center" height="182" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_irgy7xi9PtI/Rw4E8oVJ8KI/AAAAAAAAABs/pnQSneTxXbo/s400/belle_chase_hotel-la_toilette_des_etoiles.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Miragem de uma praia de nicotina. A salvo do sangue percentual: onde o álcool, a música e a poesia se entranham ao pé no sol, grão a grão. A praia que dança sempre, sozinha ou acompanhada, na presença das estrelas. A praia das palavras das línguas afiadas; onde os peixes vêm descansar da Natureza; onde o perfume é do sensual cabaret. Arrumem os braços num único movimento esclarecido. Num outro, levantem a cabeça, o queixo; fechar os olhos e, pé ante pé, passo sobre passo, agarrar o tango, a música, apaixonadamente. Deixar correr o ardor corpo fora. Penetrar o salão impiedosamente. Estamos aqui, quisera Baudelaire, para nos embriagarmos.&lt;em&gt; La Toilette des Étoiles&lt;/em&gt; começa pelo próprio nome. E desde cedo percebemos que o som que nos rodeia, que nos espanta o tédio, que nos dança, é nó duradouro. É assim porque já não sabemos onde pára o oxigénio e, no entanto, a respiração continua – ora para dentro, ora para fora. E do meio de um lago irrequieto, entre imponentes árvores verdes a tocar o sol, vemos uma espécie de onda-carpa aqui, ali, do outro lado: &lt;em&gt;São Paulo 451, Merry-Go_wrong, Paganini’s Fire, Evil Rock, Not searching for the real thing, Light Movie, Star Patrol, Mirago,&lt;/em&gt; outras. Do tango ao rock; do jazz aos blues, encantam, levam coisas com elas – a lucidez da razão, por exemplo. Às tantas, viajamos Paris e Veneza, misturadas, uma só. E é como se a música fosse também o encontro das duas. Da boémia ao romantismo. Os Belle Chase Hotel estão equipados de excelentes musicomens: JP Simões, Raquel Ralha, Pedro Renato, Antoine Pimentel, João Baptista, Luís Pedro Madeira, Sérgio Costa, Filipa Cortesão, Marco Henriques, Joe Gore e, neste, a ajuda de João Madeira no coro de Paganini’s Fire. Mas permitam-me três ressalvas: 1) Raquel Ralha – pela atitude na voz (ou a voz na atitude); 2) Luís Pedro Madeira – pelo melotron, hammond, vibrafone, bandolim, banjo, clavichord, theremin, acordeão, piano, percursões, rhodes, bazooki e coros; e 3) JP Simões – pelo mesmo que Raquel Ralha, mais a sua brilhante escrita, na qual me perderia em citações:&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;La Toilette des Étoiles:&lt;/em&gt; «La vie, toujours plus ordinaire et merveilleuse».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;São Paulo 451:&lt;/em&gt; «Amanhã não estaremos aqui veja se bebe um pouco e sorri e tira esses olhos do chão! O futuro é lindo: eu já vi! E o avião vai directo para lá! Vamos embora dessa aflição!». (JP Simões respira aqui o amor a Chico Buarque; por todos as letras, desenhos de voz, sotaque dos lados do Brasil)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Paganini’s Fire:&lt;/em&gt; «love is a bomb now, love is a nuclear desire».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Light Movie:&lt;/em&gt; «So, come on and call me superficial, like the sun does to the sea: I’m here for the wine and some other time I’ll solve the world’s greatest mysteries».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O brotar do novo milénio trouxe à música, mais que uma confirmação depois de&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.rascunho.net/critica.asp?id=591" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Fossanova&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, em 1998, um grande disco; uma banda a afogar-se em ideias, vontade e saber. &lt;em&gt;La Toilette des Étoiles&lt;/em&gt; é para ficar na prateleira dos discos sem pó: sempre em movimento. Custa a conhecer, talvez: estranha-se. Mas – e Pessoa começa a ser recorrente – entranha-se com a facilidade de quem dá à luz.«I’m not expecting revolutions on the animal farm, ‘cause when the wolves find a solution every little bird must die» &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hugo Torres (2005)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8889461733729482050-846906035634884356?l=bellechasehotel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/846906035634884356/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8889461733729482050&amp;postID=846906035634884356' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/846906035634884356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/846906035634884356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/2007/10/belle-chase-hotel-la-toilette-des.html' title='Belle Chase Hotel - La Toilette des Étoiles (2000)'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_irgy7xi9PtI/Rw4E8oVJ8KI/AAAAAAAAABs/pnQSneTxXbo/s72-c/belle_chase_hotel-la_toilette_des_etoiles.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050.post-5820884703326898179</id><published>2007-06-19T03:09:00.000-07:00</published><updated>2007-06-19T03:14:01.361-07:00</updated><title type='text'>A simpática menina do violino...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RnesHZHkQVI/AAAAAAAAABk/nr7bAoooVx4/s1600-h/img08.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077716347885207890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RnesHZHkQVI/AAAAAAAAABk/nr7bAoooVx4/s320/img08.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; ... Filipa Cortesão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8889461733729482050-5820884703326898179?l=bellechasehotel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/5820884703326898179/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8889461733729482050&amp;postID=5820884703326898179' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/5820884703326898179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/5820884703326898179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/2007/06/simptica-menina-do-violino.html' title='A simpática menina do violino...'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RnesHZHkQVI/AAAAAAAAABk/nr7bAoooVx4/s72-c/img08.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050.post-3942281571327172517</id><published>2007-06-18T07:16:00.000-07:00</published><updated>2007-06-18T07:32:07.358-07:00</updated><title type='text'>Fossanova (letras)...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RnaXCJHkQUI/AAAAAAAAABc/WHHAiMxA8K4/s1600-h/img10.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077411692970000706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RnaXCJHkQUI/AAAAAAAAABc/WHHAiMxA8K4/s400/img10.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Kurt Weill time&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;We still watch the sky in the clean open nights and squeeze our hearts with the end of time. Scare by the cold twinkle of the stars, we reach for the warmth of lover's arms. Our sorrow collapses in a silent desire we'll never sleep again becouse we're afraid to be tired, and the night is filled with fireworks and a million lights, there's wine in the bloodstream of their violent smiles. This night is the only cabaret and the doorkeeper's never there and we're never, never, going back so save your coins to the startrek. We'll be sailling at the crack of dawn, singing that first old song. This night is the only cabaret and the doorkeeper's never there and we're never, never, going back so save your coins to the startrek. All the eyes shine from their warm frontier and portrait the ilusion of being near, while solitude smashes down the human child and the drunkmen are whistling "lost in the Stars!" This night is the only cabaret and the doorkeeper's never there and we're never, never, going back so save your coins to the startrek. We'll be sailling at the crack of dawn, singing that first old song. This night is the only cabaret and the doorkeeper's never there and we're never, never, going back so save your coins to the startrek.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Wrong kind of blues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;there's a cold, cold wind coming from the sea, from sunken dreams, from eternity. Now my window is open to clouded night, i can see the ghosts of the city lights. The ghost of love smoked my cigarretts and he burned the pillows of all empty beds. I've got this wrong kind blues, i've got this dark kind of blues: love and pain washed by the rain, me and you trapped in the blue, and this cold wind, and this cold wind. He showed me the pictures of what's bound to fade i recognized all the plans i had made. When he disappeared in the misty night he took all the perfumes of my early smiles. I've got this wrong kind blues, i've got this dark kind of blues: love and pain washed by the rain, me and you trapped in the blue, and this cold wind, and this cold wind.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fossanova&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;There's always something i must do which keeps me anxious, thrills me blue, night and day. But, no tears for the falling angels, just samba with the power rangers and wait for the ballroom to explode (and i can hear it exploding, now!). So now will i love you girl when the night is growing in my heart? I whished i'd die and then be born: rebuilt with the master plans. Dr. Frankenstein, he knows: to be or not to be sastified with myself. A pair of white gloves in my empty hands, the shiny eyes of cocktail superman: you got the faking casanova! you got the faking casanova! You sent me neverending signs to speed on highways to your heart green lights on fire! But then you said: "you think you're some exoctic bird in the world? I wasn't born to be your the housekeeper of soul! Not Me!" So now will i love you girl when the night is growing in my heart? I whished i'd die and then be born: rebuilt with the master plans. Dr. Frankenstein, he knows : to be or not to be sastified with myself. A pair of white gloves in my empty hands, the shiny eyes of cocktail superman: you got the faking casanova! you got the faking casanova! For you specially!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sunset Boulevard&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A man was standing on the top of his head looking down at the ruins of love and welfare state, oh!,what amess to coWeb.Ptmplate! But then an angel turned the radio on and all contradictions were suddently gone with thie charming charming song. "there's a new McDonalds on Sunset Boulevard, we love Coca Cola and the gorgeous movie stars, double cheese and triple cream, it must be a dream" So, evertime he started using his mind the rain just fell and fell from the skies oh! Why? Why? Why? Why? Why? He said : "Oh darling! turn the radio on, we'll close our eyes and there'll be nothing wrong with this charming song "there's a new McDonalds on Sunset Boulevard, we love Coca Cola and the gorgeous movie stars, double cheese and triple cream, it must be a dream" Sometimes i wonder if i'll pay the price Sometimes i wonder if i'll pay the price "there's a new McDonalds on Sunset Boulevard, we love Coca Cola and the gorgeous movie stars, double cheese and triple cream, it must be a dream, wake me up to pay the bill, oh! life is such a thrill! oh! life can be such a thrill! oh! life is such a thrill! oh! life is such a thrill!"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Strong Sex&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;She let you down and it's cold in the crownd. It rains on your midnight star and the moon just closed the bar. You ran towards the night when she called you home, felt so strong and young you could shoot down the sun! 'till she left you with an empty gun. A couple of drinks will keep you warm and you face the eyes of starngers as an old man with no gun to kill his anger. She hangs around, a million miles from the nest you had your chance but now the wind blows you fast so fast,'couse you ran towards the night when she called you home, felt so strong and young you could shoot down the sun! 'till she left you with an empty gun. Now she's shaking her dreams and you're shaking* your hands Now you wait for the stars** while she crosses the land. You ask : "Can i stay?" And She Said: "darling there's no way! You're simple not here, You're simple not here!" You're simple not here! You're simple not here! Can i stay? You're simple not here! You're simple not here! Can i stay? now, You messed up with the wrong toy, boy! You messed up with the hightest messe! You messed up with the moon, boy! Yes, you messed up with the wrong sex! You messes up with the strong sex! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Lonely Gigolo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;There's a hole in you hand where people can get in and if it's closed there'll be no one in. Only the thin confused man, silent companion, with no eyes and no hands. The confused man grabbed a taxi to the amusement park and he saw the carousels and sugar mountains, flashing lights with smiley eyes. He saw a girl he thougt was genteleness itself and dreamed about a sweet lifetime, for a second, from a distance. lonely lonely lonely lonely gigolo lonely lonely lonely lonely gigolo lonely lonely lonely lonely gigolo lonely lonely lonely lonely gigolo But he didn't make poems, nor sing in the rain, no joyful trip to Paris on The Romantic Train. There were closets in his heart for these unfulfilled dreams and they were kept closed in the dark for life not to bother him. He was no sad poet, he just didn't know were to go, drawing broken hearts in the stars like a lonely gigolo. He was no sad poet, he just didn't know were to go, drawing broken hearts in the stars like a lonely gigolo. lonely lonely lonely lonely gigolo lonely lonely lonely lonely gigolo lonely lonely lonely lonely gigolo lonely lonely lonely lonely gigolo Well, but, the lonely gigolo said to himself "I still fot my sweet lifetime!". And he sings along the road: "I've got my sweet, sweet lifetime. I've got my sweet, sweet lifetime. I've got my sweet, sweet lifetime. and it's mine mine mine mine mine mine mine mine I've got my sweet, sweet lifetime. I've got my sweet, sweet lifetime. I've got my sweet, sweet lifetime. and it's mine mine mine mine It's all my sweet, my sweet lifetime It's all my sweet, my sweet lifetime It's all my sweet, And it's mine! All Mine!!!"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Scorpions in love&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ai amore, amore, amore perqe, amore, amore, amore, amore. Baby i'm sorry but i've got to go. Maybe i'll write you: i'll probabily won't. You brought such misery into my life: you're lucky i don't carry a knife. You put poison in my soup, you put devils in my dreams, hide your snakes in all my sockets, raised your spiders in my pockets, and you brought home for my birthday a venerial disease: give me love give me love, OH! Please?! Please?! You said "Baby let's get merried!" You said "Baby let's get lost!" I said "Honey, I don't mean maybe!" You said "Maybe, maybe, maybe Perhaps! i don't know? can it be? is it so?" Well, nevermind, i've got to go. Amore, amore perqe Amore, amore perqe perqe perqe amore amore amore amore Baby i love you but i've got to go. Maybe i'll miss you : i don't think so! Maybe i'm lucky to be alive! Oh, what a stupid thing to remind! You put poison in my soup, you put devils in my dreams, hide your snakes in all my sockets, raised your spiders in my pockets, and you brought home for my birthday a venerial disease: give me love give me love, OH! Please?! You said "Baby let's get merried!" You said "Baby let's get lost!" I said "Honey! I don't mean maybe!" You said "Maybe, maybe, maybe Perhaps! i don't know? can it be? is it so?" Well, nevermind, i've got to go. If you think of what i'm thinking and i think you're thinking of what did happen to out precious dreams. Well: the dreams were not enough! Looking back, now that i'm sober, this conclusion's not absurd: baby, we were scorpions in love! we were scorpions in love! scorpions in love! itchy itchy bitchy bitchy itchy itchy bitchy bitchy honey, we were scorpions in love baby, i'm dieing. Honey, you know i can't miss your sugar poison, and all your tender lies, but your love you know, you know your love caused such a bleed and there is something, someting i'll try not to meet.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Living Room&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;In the living room, so bright around the gossip and the cheerful glasses of wine, there were old ladies in satin scarves, old gentleman in tweed jackets and club ties. "It's a fine Sunday!" said the lady, timidly. "How about playing some cards?" and everybody just agreed. "That's lovely hair, you've got there!" said the bold man to the white hairy one, "my husband always had it beautiful!" then she drawn the cards and passed them. "it's a great loss!" said the bold man, and the widow nearly droped a tear, but as tv joyfully screamed, he turned to the womem that was near and said : "bring me the wine, my dear!" bring me some wine, my dear! bring me some wine, my dear! bring me the wine, my dear! And turn the television on.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sign of crimes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hey, litle sis' : well, you do what what you please! I'm not you kind of guy, anyway. Been digging her for simple pleasures, chasing blue birds in the rain. I'm glad i'me foolish today. Hey, litle sis', excuse me please but take your fingernails out of my litle heart : don't you know you're dangerous? Your ambitions are outrageous : you want to be the president's wife. A man commited a crime, he felt in love with is mind, he felt in love with is mind. A man commited a crime, he felt in love with is mind, he felt in love with is mind. Hey, mister mind you set me blind : i'm just a middle-class-deamer-with-dizzy-shoes. Don't you be sarcastic, playing games with death and acid, dissecating litle birds to find the Truth! A man commited a crime, he felt in love with is mind, he felt in love with is mind. A man commited a crime, he felt in love with is mind, he felt in love with is mind. Hey, litle joe where do you blow? This city's getting smaller everyday. Are you feeling cold and empty, are your dreams like drying flowers, will hide inside your plastic superman? Hey, little joe! Don't let me go! Can't you see the heroes all blown away? We'll share a glimps of starlight and your smile will be my fortune, I'm glad I'm rather foolish today!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Emotion &amp; Style&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Shame! Always the same old stupid game! And we change : haa haa! It's just the butterfly's Revenge! There goes my life, i can't control, seize thru the garbage with eyes of gold. Afraid to lose, afraid to win, afraid to breack the smallest dream. Wasting our freedom in the skin of the ligth, pointless with emotion&amp;amp;style, Sometimes i wish there was a crack in the sky and i'd be dying with emotion&amp;style: for how can a man deal with is pain without a plan! Cry : when you get anxious and unkind! and Smile : you'll cleanse the world just for a while! Will i ever choose what's right or wrong? Because everyday is a different song! I got to listen carefully, find that water melody. Wasting our freedom in the skin of the ligth, pointless with emotion&amp;amp;style, Sometimes i wish there was a crack in the sky and i'd be dying with emotion&amp;style: for how can a man deal with is pain without a friend! so kiss meeeee So hit me, make stronger, kiss me make sweeter; please don't let me fall out of time. You can make me human; you can make me better; you can be my emotion&amp;style. So hit me, make stronger, kiss me make sweeter; please don't let me fall out of time. You can make me human; you can make me better; you can be my emotion&amp;style. you can be my emotion&amp;amp;style.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Derengé &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;If there's no love inside there'll be no love outside, i've told her. We walked thru the middlelands, hand in hand we had no plans. Smiling like dreamers, some sirens screamed and we started singing : il faut que je t'aime et c'est que je veux faire pour sauver na tendresse et le bleu de la mér. There is no freedom, saturday night, there's only freedom yesterday. Let's dance arround the graveyards of delight. Smiling like dreamers, some sirens screamed and we started singing : il faut que je crois a n'importe quoi, reveiller enchanté et pleurer quelques soirs! Jungle life is quite absurd if you haven't got a bride! Facing storms and rattlesnakes and bad dreams late at night : i need to fool myself again! There is no rest for us, no sleep, no trust, theres is no shoulder in the tide. We smoke and drink, die of a stroke, we went to the Shrink, we're living.. living like the steamers, some sirens screamed and we started singing: nous sommes derangé toujours par der mirages, mais ça fait réver plus, et ça donne du courage! nous sommes derangé toujours par der mirages, mais ça fait réver plus, et ça donne du courage! Jungle life is quit absurd if you haven't got a knife! Facing storms and rattlesnakes and bad dreams late at night : i need to fool myself again!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;The night will never care&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dream my love, dream. I'll hold you in my strings, blow you the cleanest winds for you to fly. Ding, dong, time's a song and i will sing you all along: a shelter of glass in the clouds, a Matisse instead of a ground. You've seen it now, my love: World War is the heart. All angels from above they fell on the wrong star. Dream on, litle one, we'll rent a flat next to the sun. All for the night, the night will never care, growing in the underwear. underwear All for the days, the days will call your name, thru the magic rain. I'll send you stars to warm you in the heart, and i'll chase away the pain: i'll kill the night, the night will never die, but i'll try just the same. Light up the universe for you to dance and play! God will not pay the rent - people are not that kind - we'll share a little tent, one smile and a double bike. Ring, ring, so urgent dream: some man are cracking in. All for the night, the night will never care, growing in the underwear. All for the days, the days will call your name, thru the magic rain. I'll send you stars to warm you in the heart, and i'll chase away the pain: i'll kill the night, the night will never die, but i'll try just the same. Light up the universe for you to dance and play!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8889461733729482050-3942281571327172517?l=bellechasehotel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/3942281571327172517/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8889461733729482050&amp;postID=3942281571327172517' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/3942281571327172517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/3942281571327172517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/2007/06/fossanova-letras.html' title='Fossanova (letras)...'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RnaXCJHkQUI/AAAAAAAAABc/WHHAiMxA8K4/s72-c/img10.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050.post-1109808879033969230</id><published>2007-04-19T06:08:00.000-07:00</published><updated>2007-04-19T06:54:59.111-07:00</updated><title type='text'>Memórias...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_irgy7xi9PtI/Rid0di6txJI/AAAAAAAAABU/XHj0Oy4P6is/s1600-h/quimacoimbra1999.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055137157684774034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_irgy7xi9PtI/Rid0di6txJI/AAAAAAAAABU/XHj0Oy4P6is/s320/quimacoimbra1999.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Recordo-me desta imagem como se fosse hoje. 1999. Coimbra, a bela Cidade de Coimbra. Terra de mil encantos. A Cidade estava envolta numa verdadeira "onda" negra, já que se vivia o período da tradicional Queima das Fitas, a maior e melhor Queima das Fitas do país.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pela primeira vez eu iria viver uma noite na louca Queima das Fitas de Coimbra. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de um jantar bem regadinho (com um verde bem fresquinho) num dos típicos tascos da cidade eu e mais um grupo de amigos (a maior parte deles a estudar e a residir em Coimbra) atravessámos a ponte sobre o Mondego em direcção ao Queimódromo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Local onde nos esperava um magnífico &lt;em&gt;gig &lt;/em&gt;dos&lt;strong&gt; BCH. &lt;/strong&gt;O meu segundo concerto da banda (o primeiro tinha sido um ano antes na Queima das Fitas do Porto)... O alinhamento foi composto pelos temas do &lt;em&gt;Fossanova&lt;/em&gt;, uma vez que o &lt;em&gt;Le Toillette des Étoils&lt;/em&gt; ainda não havia saído. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há dias descobri esta relíquia (foto) tirada pelo Nuno Miguel Curado sobre essa inesquecível noite em que vi os &lt;strong&gt;BCH&lt;/strong&gt; a actuar na sua cidade natal. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8889461733729482050-1109808879033969230?l=bellechasehotel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/1109808879033969230/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8889461733729482050&amp;postID=1109808879033969230' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/1109808879033969230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/1109808879033969230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/2007/04/memrias.html' title='Memórias...'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_irgy7xi9PtI/Rid0di6txJI/AAAAAAAAABU/XHj0Oy4P6is/s72-c/quimacoimbra1999.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050.post-8252982701571575291</id><published>2007-02-18T03:27:00.000-08:00</published><updated>2007-02-18T03:37:00.239-08:00</updated><title type='text'>UMA GRANDE NOTÍCIA...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_irgy7xi9PtI/Rdg5LYiAmDI/AAAAAAAAABE/FoOq4V9tYtw/s1600-h/bch3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5032835451312969778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_irgy7xi9PtI/Rdg5LYiAmDI/AAAAAAAAABE/FoOq4V9tYtw/s400/bch3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Belle Chase Hotel voltam sem JP Simões&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Terceiro disco de originais a caminho.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os &lt;strong&gt;Belle Chase Hotel&lt;/strong&gt; vão lançar um terceiro álbum de originais, apurou a BLITZ.A banda de Coimbra, cujo último trabalho, La Toilette des Etoiles , remonta a 2000, já tem «o disco escrito», procurando neste momento uma editora.Segundo Pedro Renato revelou à BLITZ, JP Simões não faz parte do regresso dos &lt;strong&gt;Belle Chase Hotel.&lt;/strong&gt; «Não são questões pessoais», esclareceu o músico. «Ele quis fazer outras coisas. Já temos um substituto», avançou. A identidade do novo vocalista é, por enquanto, uma incógnita. «Não é ninguém muito conhecido, embora tenha o background de pelo menos uma banda com um disco lançado», diz Pedro Renato. Nos &lt;strong&gt;Belle Chase Hotel&lt;/strong&gt; mantêm-se, da formação original, Pedro Renato, Raquel Ralha, Filipa Silva e João Baptista.Entre «chegar a acordo com uma editora e não chegar, gravar e não gravar», o terceiro disco dos &lt;strong&gt;Belle Chase Hotel&lt;/strong&gt; poderá demorar um ano a sair. Em breve, o grupo poderá no entanto disponibilizar algum material novo na Internet. «Vamos começar a construir essas coisas que, ao longo dos anos, os &lt;strong&gt;Belle Chase&lt;/strong&gt; têm deixado um bocadinho de lado, como se fosse do princípio, de raiz», avança Pedro Renato.Embora admita que a saída de JP Simões possa gerar, «sobretudo em palco», uma postura distinta, Pedro Renato (parceiro de JP também no seu álbum a solo, 1970 ) garante que os &lt;strong&gt;Belle Chase Hotel&lt;/strong&gt; ainda são a mesma banda. «As referências, o ambiente e o espírito continuam lá», garante. Os temas terão letras em Português, Inglês, Italiano e Francês.Os Belle Chase Hotel marcaram o final da década de 90 em Portugal, tendo-se estreado com o álbum Fossanova (capa na imagem). Seguiu-se La Toilette des Etoilles , há sete anos.*&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;In, Blitz (última edição)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;P.S. Pena é este ventual regresso ser feito sem o JP. Mas o que interessa mesmo é que a banda parece estar de volta...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8889461733729482050-8252982701571575291?l=bellechasehotel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/8252982701571575291/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8889461733729482050&amp;postID=8252982701571575291' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/8252982701571575291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/8252982701571575291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/2007/02/uma-grande-notcia.html' title='UMA GRANDE NOTÍCIA...'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_irgy7xi9PtI/Rdg5LYiAmDI/AAAAAAAAABE/FoOq4V9tYtw/s72-c/bch3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050.post-3606773618284600629</id><published>2007-02-17T07:22:00.000-08:00</published><updated>2007-02-17T07:28:48.433-08:00</updated><title type='text'>Uma entrevista ao JP...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_irgy7xi9PtI/Rdce5oiAmCI/AAAAAAAAAA4/vCtX3q1TTSI/s1600-h/BCH6.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5032525084091258914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_irgy7xi9PtI/Rdce5oiAmCI/AAAAAAAAAA4/vCtX3q1TTSI/s400/BCH6.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Detalhes sobre a versão aumentada de "Fossanova", o balanço do ano que se sucedeu à saída do disco original, os projectos para o novo disco, bem como os preparativos para o concerto de encerramento da digressão de 1999 (Aula Magna, 28 de Novembro), foram alguns dos assuntos da conversa com J.P. Simões, cançonetista dessa pandilha de animadores que dá pelo nome de &lt;strong&gt;Belle Chase Hotel&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Praticamente um ano depois da saída de "Fossanova", é altura ideal para perguntar: correu tudo como esperavam?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sim, agora que passou um ano, o tal prognóstico no final do jogo: acho que correu tudo como estamos agora a pensar que poderíamos ter pensado no princípio como poderia ter corrido, ou seja, não houve expectativas nenhumas ao princípio. A coisa foi crescendo aqui na praça, por assim dizer, e acho que a banda foi-se consolidando - depois desconsolidava-se, enfim o dia-a-dia da vida conjugal de nove pessoas - e acho que neste momento está tudo com vontade de renovar esforços de reinventar um pouco, pois já estamos um pouco fartos de estar sempre a tocar a mesma coisa. Não que esteja a dizer mal da música, nem do trabalho, mas foi um tempo bastante cansativo. Estar a tocar todos os dias e de um lado para o outro e acabar por chegar àquele estado de estranheza em que repetes tanto uma palavra até que ela começa a perder o sentido.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;"Fossanova" vai ser também distribuido em Espanha. Como achas que o público espanhol vai acolher o disco?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;No lo sei. Pero que se fizermos las versiones poliglotias del recuerdio podriamos, no lo sei, atingir el gran público espanhuel con las versões de ro, de música rock, de las nuestras músicas. Yo espiero bien que lo consigamos (o meu castelhano está em forma, sem dúvida). E vamos ter que, em princípio, fazer o frete de ir promover o disco a Espanha. "Tapas" do ofício! (risos)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nove elementos, contigo em Lisboa... Como é que é para os Belle Chase Hotel ensaiarem e, ainda mais, trabalharem em novos temas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É complicado. O que tem havido ultimamente é que, depois desse tal período de desgaste, ficámos um pouco fartos uns de todos os outros, o que acho que acontece naturalmente. Houve agora um período de descanso, pelo menos da minha parte, e acho que ainda estão para acontecer as sessões mais importantes, onde vamos estar todos juntos, discutir e andar à pancada e reinventarmo-nos, espero eu. Há alguns temas que já estão feitos e que temos tocado nos concertos. Andámos também aquele período a fazer as versões e a gravá-las para a reedição do disco. A minha parte do trabalho está bastante atrasada, como é costume. Estou à espera que me caia um anjo em cima, com os dez mandamentos das líricas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como está a correr a preparação para o segundo álbum?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não sei se está a ser lenta se está a ser rápida demais. Para mim está a ser lenta porque estou um pouco afastado do que está a acontecer. Acho que o Pedro [Renato] tem andado a trabalhar nas músicas e eu tenho tido contacto com algumas coisas, mas não tenho tido a oportunidade de dar qualquer tipo de dica porque não tenho estado por lá. Trouxe uma gravação algo primitiva e, francamente, acho que vamos todos fazer um esforço para nos surpreendermos, mas para já isso não está a acontecer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quando prevêem ter o álbum pronto?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Se tudo correr bem, antes da Primavera, espero. Seria bom lançar um álbum de Primavera. "Primaveranova"... Em princípio o álbum vai-se chamar "Fin de Semaine". Vai ser um álbum sobre a nova sociedade lúdica, sobre os macro organismos e os processos e mecanismos económicos e lúdicos que iludem o consumidor médio em relação ao mundo, ou seja, dão a sensação de que está tudo a correr bem, desde que se possa ir consumindo e estando nos hipermercados. E faz-se, então, a celebração irónica deste grande período na evolução da humanidade, que é o "emburrecimento" total no "fin de semaine", um "fin de semaine" longo e cheio de bolinhos bons, pãezinhos, coisinhas doces, importadas, exportadas... Todas as noites há festa, com muito vodka sempre a correr... Fala-se mal da droga mas ela é uma indústria florescente... Tudo isto é o que nós pretendemos abarcar enquanto retrato musical vivo deste estágio do mundo, um mundo enquanto "fin de semaine".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A exploração desse conceito faz-me lembrar uma outra pergunta: que projecto foi aquele da "Belle Morta" [projecto que previa a colaboração mútua entre Mão Morta e Belle Chase Hotel]?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi um projecto que morreu pelo caminho. Pela minha parte - não sei como isso ficou em relação às outras pessoas - a coisa foi naturalmente esquecida, pois também foi feita um pouco à pressa, feita com um entusiasmo um pouco inconsistente. Não chegou a haver uma aproximação mais clara com os Mão Morta, nem se se chegou a fazer nada de concreto. Tanto que depois a oportunidade e a circunstância onde aquilo iria ter sentido passou e acabámos todos por esquecer a ideia. A príncipio, o que criou curiosidade era saber como se iria juntar estes universos tão diferentes. Fazer uma coisa chamada "Belle Morta" ou "Mão Chase", já por si uma definição engraçada, utilizar aquele sangue constante nos Mão Morta para tingir uma roupa fina para sair à noite, enfim... Podia ser talvez um produto híbrido engraçado, mas ficou só pelas expectativas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ainda sobre o próximo álbum, há o rumor de que vocês falaram com Joe Gore, o guitarrista dos Tom Waits, para produzir o disco. É verdade?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Há essa possibilidade. Temos contactos nesse sentido.&lt;br /&gt;Desde a saída de "Fossanova", quais foram, na tua opinião, os melhores e piores concertos?&lt;br /&gt;Dos piores não me lembro. Eu tenho uma dificuldade grave que é não me lembrar muito bem dos piores concertos - e talvez por isso eles tenham sido muito maus. Digamos que por vezes se peca de excesso de entusiasmo. Dos melhores concertos desde que o álbum saiu, demos um concerto em Aveiro que foi muito bonito. Falo em termos simbióticos, o público... O concerto na Festa do Avante, dentro destes últimos, também foi um concerto notável. Ficámos abismados com a reacção do público. Todo aquele sentimento de fraternidade tremenda, aquela cumplicidade extrema das pessoas... Tens aquela sensação de que nesses concertos criaste um monstro...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;"Fossanova" foi agora reeditado com um cd-bónus. Existe também uma edição especial em vinilo. O que é se pode encontrar de novo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Na reedição há duas versões que podem ser consideradas "trans-sexuais", que é uma música de Tom Waits ["Telephone Call from Istambul"] cantada pela Raquel Ralha, nossa distinta cançonetista, e uma música que era originalmente cantada, pela Shirley Bassey, "Goldfinger", interpretada por mim, cançonetista de serviço. A seguir temos uma nova mistura do tema "Fossanova" e depois duas remisturas mais electrónicas do tema "Living Room", feitas pelo Arkham Hi*Fi e pelo Alex FX. Isso são os bónus traques, por assim dizer. Em relação ao vinilo, o disco aparece mais como uma reinterpretação do "Fossanova", ou seja, muitos dos temas foram retirados não da produção final mas das maquetas antigas, havendo ali um retempero, por assim dizer, daquilo que foi o "Fossanova". Uma espécie de procura de genuinidade. No fundo, é mais uma peça de coleccionador. Mais um petisco para o coleccionismo de alguns elementos da banda e de outros amigos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como surgiu a escolha das duas versões? Foi uma vontade unânime à partida ou surgiram como escolhas pessoais?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi mais a segunda hipótese. Acho que no nosso funcionamento global, o unanimismo só aparece quando já não outra hipótese. O "Telephone Call..." era uma música que nós já tocávamos desde o início. Acontece que tocávamos outra música do Tom Waits, "More than Rain", mas como os acordes eram praticamente iguais, houve a ideia de retraduzir aquilo para uma outra música do Tom Waits, pondo a Raquel a cantar, fazendo uma espécie de pastiche "afrancesado" daquela versão surrealista do tipo que recebe um telefonema de Istambul do seu amor, naquela habitual "melancolia de auto-estrada/cafezinho perdido de camionistas no fim da noite" do Tom Waits. O "Goldfinger" foi proposto pelo Pedro. Depois de feita, começou-me a soar bastante bem, como uma música de Belle Chase Hotel, na medida em que a descontextualização "jamesbondica" da coisa ocorreu, o que acho que se conseguiu substituindo a voz épica da Shirley Bassey por um registo mais soturno, e quase de confidência, que eu faço nete "Goldfinger". A música é quase uma ironia e um aviso à navegação relativamente a este fascínio dos agentes de investigação cosmopolitas. Toda essa envolvência que neste preciso momento da história da humanidade é uma coisa puramente comercial. O "Goldfinger" pode ser uma bela e grave metáfora do multinacionalismo económico e de todas as suas promessas de amor. Como diz a letra: "Pretty girl, beware of his heart of gold / This heart is cold."&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Que se pode esperar de formalmente diferente no concerto do próximo dia 28, na Aula Magna, onde vão encerrar a digressão de "Fossanova"?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pela minha parte, mandei arranjar um fato do meu avô, um belo fato que lembra, eventualmente, os colonos de Havana dos anos 50, de corte italiano, com uma cor de branco pérola, um pérola a fugir tendencialmente a fugir para o tom do castanho e não do cinzento. A ideia seria esgravatar ao longo do concerto esse fato até me reduzir à situação semi-nua do magricela patético, forçadamente humano. Acho que vamos contar outra vez com o nosso querido animador teatral, Sua Excelência Ricardo Seiça, grande antropólogo do teatro, para reinventar algumas das músicas, talvez algumas das novas. Pensámos num mágico, mas acho que ele desapareceu. Estava aqui mesmo agora! *&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Entrevista feita por: Vítor Junqueira in "MusicNet"(http://www.musicnet.forum.pt)&lt;br /&gt;Novembro de 1999&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8889461733729482050-3606773618284600629?l=bellechasehotel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/3606773618284600629/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8889461733729482050&amp;postID=3606773618284600629' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/3606773618284600629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/3606773618284600629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/2007/02/uma-entrevista-ao-jp.html' title='Uma entrevista ao JP...'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_irgy7xi9PtI/Rdce5oiAmCI/AAAAAAAAAA4/vCtX3q1TTSI/s72-c/BCH6.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050.post-824357504143654416</id><published>2007-02-17T07:14:00.000-08:00</published><updated>2007-02-17T07:17:32.520-08:00</updated><title type='text'>Quem são os Belle Chase Hotel...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RdccaYiAmBI/AAAAAAAAAAs/UOkpUwijcYE/s1600-h/BCH13.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5032522348197091346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RdccaYiAmBI/AAAAAAAAAAs/UOkpUwijcYE/s400/BCH13.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;JP Simões (voz)&lt;br /&gt;Pedro Renato (guitarra)&lt;br /&gt;Antoine Pimentel (bateria)&lt;br /&gt;Filipa Cortesão (violino)&lt;br /&gt;João Baptista (baixo)&lt;br /&gt;Luís Pedro (piano bandolim e acordeão)&lt;br /&gt;Marco Henriques (saxofone alto)&lt;br /&gt;Raquel Ralha (2ª voz)&lt;br /&gt;Sérgio Costa (guitarra e flauta transversal)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8889461733729482050-824357504143654416?l=bellechasehotel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/824357504143654416/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8889461733729482050&amp;postID=824357504143654416' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/824357504143654416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/824357504143654416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/2007/02/quem-so-os-belle-chase-hotel.html' title='Quem são os Belle Chase Hotel...'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RdccaYiAmBI/AAAAAAAAAAs/UOkpUwijcYE/s72-c/BCH13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050.post-354430946755477781</id><published>2007-02-17T06:47:00.000-08:00</published><updated>2007-02-17T06:51:33.178-08:00</updated><title type='text'>O nascimento...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RdcWL4iAl_I/AAAAAAAAAAY/AOnGYBmqnAw/s1600-h/BCHprincipal.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5032515502019221490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RdcWL4iAl_I/AAAAAAAAAAY/AOnGYBmqnAw/s400/BCHprincipal.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;«Os &lt;strong&gt;Belle Chase Hotel&lt;/strong&gt; nasceram de uma vital necessidade de exibicionismo por parte dos seus fundadores, ocorrida no fim de 1995. O nome foi extraído de uma passagem trágica do filme "Down by Law" de Jim Jarmush, por sugestão do eminente ritmólogo e membro fundador Antoine Pimentel. Na constelação de influências que caracterizam este projecto, encontramos nomes como Glenn Miller, Ray Connif, Camaron de La Isla, Kurt Weill, Boris Vian, Philip K. Dick, Tom Waits, Leonard Cohen, Irmãos Catita, Roxy Music, David Bowie, Orquestra Filarmónica da GNR, Max Roach, John Coltrane, Charlie Parker, T. Monk, Charles Mingus, José Duarte, Stanley Kubrick, Casanova, Freud, James Joyce, Woody Allen, David Byrne, Arto Lindsay, Astor Piazzolla, Tom Jobim, Vinicius, Buarque, Pop Dell'Arte, Circo Chen, Mário Viegas, Mozart, Fernando Pereira, entre muitos, muitos outros.&lt;br /&gt;No ideário musical do &lt;strong&gt;Belle Chase Hotel&lt;/strong&gt; nada se recusa, tudo se selecciona mais ou menos intuitivamente. E o que prevalece, mesmo acima do experimentalismo, é a melodia e o sentimento que ela transporta. O lado tragicómico ou até dramático das letras tem a ver com as idiossincracias de quem as escreve e será a seu tempo alvo de profundo estudo pelos biógrafos e outros especialistas de medicina legal».*&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;*Texto extraído do extinto site da banda&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8889461733729482050-354430946755477781?l=bellechasehotel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/354430946755477781/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8889461733729482050&amp;postID=354430946755477781' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/354430946755477781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/354430946755477781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/2007/02/o-nascimento.html' title='O nascimento...'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RdcWL4iAl_I/AAAAAAAAAAY/AOnGYBmqnAw/s72-c/BCHprincipal.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889461733729482050.post-7704478966472795324</id><published>2007-02-17T06:39:00.000-08:00</published><updated>2007-02-18T03:43:21.325-08:00</updated><title type='text'>Era uma vez uma (grande) banda...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RdcUaIiAl-I/AAAAAAAAAAM/JMVZxXpsRzE/s1600-h/BCHprincipal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5032513547809101794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RdcUaIiAl-I/AAAAAAAAAAM/JMVZxXpsRzE/s400/BCHprincipal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sendo a música uma das minhas grandes paixões é com muito entusiasmo que crio aqui hoje um pequeno e humilde espaço virtual dedicado a uma das bandas da minha vida.&lt;br /&gt;Uma banda à qual fiquei imediatamente rendido desde a primeira vez que os pude ver num concerto ocorrido durante a Queima das Fitas de 1998. Foi paixão à primeira vista. Desde então acompenhei sempre de perto a carreira deste grupo de músicos possuidores de um talento extraordinário, tornei-me um acérrimo fã, por assim dizer. Mesmo agora, depois da separação da banda, e numa altura em que a maior parte dos seus membros vivem projectos a solo ou notros grupos musicais, continuo fiel aos &lt;strong&gt;BELLE CHASE HOTEL&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Com a criação deste espaço (uma espécie de blogue fan-club)pretendo matar um pouco essas saudades, trazendo para aqui as histórias do grupo (as antigas e as actuais, sendo que em relação a estas últimas vou procurar acompanhar as carreiras a solo de alguns dos seus elementos), as entrevistas dos seus membros, os magníficos discos editados, as letras inesquecíveis, fotografias, etc, em suma pequenos recortes que eu fui coleccionando ao longo dos tempos, que fui pesquisando (tirando) na internet sobre aquela que para mim foi, é, e sempre será a MAIOR banda portuguesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8889461733729482050-7704478966472795324?l=bellechasehotel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/feeds/7704478966472795324/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8889461733729482050&amp;postID=7704478966472795324' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/7704478966472795324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889461733729482050/posts/default/7704478966472795324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bellechasehotel.blogspot.com/2007/02/era-uma-vez-uma-grande-banda.html' title='Era uma vez uma (grande) banda...'/><author><name>Miguel Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12116446175405341663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_irgy7xi9PtI/RdcUaIiAl-I/AAAAAAAAAAM/JMVZxXpsRzE/s72-c/BCHprincipal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
